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AMOR É PROSA, SEXO É POESIA

Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal. Encontro duas amigas no calçadão do Leblon:
- Teu artigo sobre amor deu o maior auê... – me diz uma delas.
- Aquele das mulheres raspadinhas também... Aliás, que você tem contra as mulheres que barbeiam as partes? – questiona a outra.
- Nada... – respondo. – Acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas partes dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney... Lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo...
Uma delas (solteira e lírica) me diz:
- Sexo e amor são a mesma coisa...
A outra (casada e prática) retruca:
- Não são a mesma coisa não...
Sim, não, sim, não, nasceu a doce polêmica ali à beira-mar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. Comecei perguntando a amigos e amigas. Ninguém sabe direito. As duas categorias trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais “sutis” defendem o amor, como algo “superior”. Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta. Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa.
O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes e uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.


Arnaldo Jabor
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Eu adoro Voar

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!


Calrice Lispector
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Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor
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Os Três Mal-Amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.


João Cabral de Melo Neto
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SONETO CV

Não chame o meu amor de Idolatria
Nem de Ídolo realce a quem eu amo,
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo.
É hoje e sempre o meu amor galante,
Inalterável, em grande excelência;
Por isso a minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença.
'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo;
'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento;
E em tal mudança está tudo o que primo,
Em um, três temas, de amplo movimento.
'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora;
Num mesmo ser vivem juntos agora.

William Shakesperare
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Amor simples

Se você quer ser minha namorada
Ai, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exactamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarzinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porquê
E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.

Vinicius de Moraes
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Desculpe

Quero ir direto ao assunto, pois esta cartinha é para pedir desculpas e apelar para a reconciliação. Pense na possibilidade de retomarmos o caminho comum e feliz, já que o nosso desentendimento não foi nada tão grande que não possa ser reconsiderado.
Vamos voltar a conversar, você sabe que é a pessoa mais importante que já passou pela minha vida. Sabe também que eu jamais deixaria que outro alguém ocupasse um espaço tão grande e tão nobre em meu coração. Te amo, e o que aconteceu entre nós, nunca foi mais de que um grande mal entendido.
Seja qual for o problema, ou equívoco que se passa ou tenha se passado entre nós, cuja conseqüência foi o infeliz afastamento que você tomou a iniciativa de provocar. Eu com toda a sinceridade gostaria de estar ao seu redor, gostaria de poder ajudar na sua busca da felicidade e alegria.
Eu amo você, e estou esperando o seu perdão. Por toda a sua vida, o meu prazer é estar ao seu lado, saboreando seus beijos e podendo lhe fazer todas as juras de amor, tudo o que eu desejo é que você seja sempre muito feliz. Sei que posso lhe proporcionar essa felicidade porque te amo.
Minhas palavras não são vazias, sinto que te quero e esse período de afastamento só serviu para renovar o sentimento. Não pense mais em ficar longe de mim pois o martírio que isso provoca está me consumindo.
Tenho saudade dos teus beijos e do teu carinho e acho impossível que você não sinta o mesmo por mim, já que foram inesquecíveis os momentos que passamos juntos.
Nem pense em judiar de mim, pois já sofri o bastante. Beijos.
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O Aprendiz de Feiticeiro'


A Disney divulgou mais um cartaz, desta vez a versão europeia, de sua nova aposta no universo do fantástico: O Aprendiz de Feiticeiro, que estreia nas salas brasileiras no dia 6 de agosto. Confira o cartaz em tamanho ampliado no link abaixo.
O filme traz Nicolas Cage como um feiticeiro a procura de um sucessor, que aqui é vivido por Jay Baruchel. O grande vilão e arqui-inimigo do feiticeiro é intepretado por Alfred Molina, habituado com vilanias no cinema. Ainda no elenco estão Teresa Palmer e Monica Bellucci. A direção é de Jon Turteltaub.
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HUMOR

EU USO FACA, O JOSÉ SERRA.
EU JOGO NA QUINA, O AYRTON SENNA
EU DISSE "MEU DEUS!", O OSWALDO CRUZ.
EU QUERO GUERRA, A BÁRBARA PAZ
EU QUEBRO PRÉDIOS, A TATI QUEBRA BARRACO
EU FALO BONITA, O MIGUEL FALABELA
EU GOSTO DO BATMAN, O LUCIANO HULCK
EU SOU BRASILEIRO, O RENATO RUSSO.
EU NÃO ESTIVE, MAS A ADRIANA ESTEVES
EU GOSTO DO CHAPOLIN, O HUGO CHAVEZ
EU ANDO DE ONIBUS, O JAMES BOND
EU PINTO RETRATO, O JANIO QUADROS
EU BEBO CAFÉ, A CLAUDIA LEITE
EU USO SHAMPOO SEDA, O ÉRIC JOHNSON
EU COMO MAÇÃ, A DANI BANANINHA
EU NÃO FAÇO, MAS A BETH FARIA
O MEU ACORDA TARDE, O SEU MADRUGA
EU GOSTO DE CEREJA, A CAMILA PITANGA
EU GOSTO DE VINHO TINTO, A DEBORA SECO
EU NÃO QUERIA, MAS A CASSIA KISS
EU ME CASO ANO QUE VEM A MARJORIE ESTIANO
EU ANDO DE GOL, O DEDÉ SANTANA
EU TORÇO PELO FLAMENGO, A ANA BOTAFOGO
EU JOGO NO VASCO, O SILVIO SANTOS.
EU TENHO CASA PEQUENA, O CARLOS CASAGRANDE.
EU JÁ VI CICLONE, A HILDA FURACÃO E O TONY TORNADO.
EU COMO TORRESMO, O KEVIN BACON
EU QUERIA ME CHAMAR FRANCISCO, O ERASMO CARLOS
EU VENDO XÍCARA, A GLÓRIA PIRES
EU SOU DA CIDADE, O MARTINHO DA VILA
EU SOU DA FLORESTA , A VANESSA DA MATA
O PATETA USA TECLADO, O MICKEY MOUSE
EU ESTUDO TUBARÃO, A CLÁUDIA RAIA
EU PEDI CARNE, O FILIPE MASSA
EU GOSTO DO INVERNO, A VERA VERÃO
EU USO BOMBRIL, O BOB ESPONJA
EU CRIO GALINHA, O PAULO COELHO
MEU CABELO É PRETO, O DA BIANCA CASTANHO
O ZÉ FUMA, O CELSO PITA
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Home Office

23h18min, Regina navega pela internet como é de seu costume, sem se dar conta de que um estranho indesejado adentrou em seu apartamento. Este estranho a observa por entre a fresta da porta, provavelmente aguardando o melhor momento para atacá-la. Regina sente um arrepio correr por todo seu corpo, se afasta do monitor, levanta-se, deixando a vista sua calcinha de renda branca.
O possível tarado arregala os olhos e se afasta da porta no exato momento em que Regina se vira e caminha até o ponto onde há pouco o homem a observava. Ela deixa o escritório e anda até a cozinha onde tira do armário uma chaleira e coloca um pouco de água para ferver, abre uma lata e apanha um sache de chá de camomila.
Enquanto aguarda a fervura da água apanha uma revista para folhear.O homem observa as curvas sinuosas de Regina, deseja aquele corpo mais do que qualquer coisa e esta disposto a fazer tudo que for preciso para possuí-la. Sua cabeça ferve, os pensamentos se desencontram, não sabe se a agarra agora ou se espera até que ela resolva dormir. Ele esta impaciente teme que alguém chegue ao apartamento.

A chaleira apita, Regina pega sua caneca com o sache e coloca sobre a pia, retira a chaleira do fogo e neste exato momento observa o vulto do homem refletido no alumínio brilhante, ela consegue manter-se fria apesar do terror que agora corre em suas veias. Guiada pelo instinto de sobrevivência ela coloca mais água para ferver, abre a geladeira e apanha uma maçã, depois vai até uma gaveta, pega a maior faca que encontra e começa descascar a maça numa tentativa desesperada de ganhar tempo e melhor articular o que pretende fazer.

A água ferve e o barulho da chaleira parece arrebentar com o tímpano de Regina, ela coloca a água em um recipiente maior, planeja mentalmente todos os seus movimentos futuros. Em uma das moa ela segura firmemente a faca enquanto na outra segura um bule com a água visivelmente ainda fervendo, de súbito se vira e alcança a porta em questão de segundos, fazendo a abrir com um chute certeiro. Assim que a porta abre ela atira o liquido fumegante na cara do tarado, a pele da face do meliante se desprende do rosto deixando a carne a mostra. O grito de dor e dilacerante, ele fica ainda mais transtornado e acerta a cara de Regina com um soco que a faz voar por uns dois metros. Com o rosto sangrando ela tenta se arrastar para o escritório, sem força para gritar tenta fechar a porta, mas é surpreendida por uma força contraria que novamente a faz voar para trás, caindo encima de sua mesa de trabalho.

O homem de face horripilante anuncia que chegou sua hora, os olhos de Regina fitam os dele. Ela sabe que chegou ao fim da linha, talvez tenha forças para alcançar a faca que esta mais ou menos a um metro de distância.

Ela se lança contra a faca, mas sua trajetória é interrompida quando sente algo cortante penetrar-lhe as entranhas, a escuridão toma conta de seus olhos e a faz se entregar ao fim.

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Agir e Acreditar

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então o barqueiro disse ao viajante:

- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir. Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: agir e acreditar.
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Carta

Querida Amanda.

Está semana a saudade misturada com a dor da sua ausência me pegaram de jeito, fazendo com que eu fugisse algumas vezes durante o dia para um lugar reservado onde pudesse transformar toda essa ausência em lágrimas.
Não é mentira se te digo que durante essa semana minhas lágrimas tranquilamente encheriam um oceano.
Mas se isso ocorrece eu seria responsável pelo desaparecimento da metade da população do nosso planeta, tudo isso só por amar você.
Então que essas lágrimas encham apenas o oceano da minha saudade, espero que esse transbordamento traga algum alivio a minha dor, me dando forças para continuar batalhando para que num futuro próximo possamos viver o amor que tanto sonhamos.
Te amo demais e embora saiba que sou correspondido me sinto inseguro as vezes, não mensionarei os motivos pois sei que são pequenos e que não merecem o tempo que a tais dedico.

Com amor.

Roberto
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O temporal 2

Não conseguia manter minha cabeça por muito tempo fora da àgua, estava quase perdendo a consciência. De repente senti meu corpo bater em algo, apoiei minha mão e tentei ergue minha cabeça para respirar. O nível da àgua subia assustadoramente, o que antes parecia ser minha salvação se tornou meu pior pesadelo, aquele mar de barro estava subindo e acabei descobrindo da pior maneira que minha pwerna havia se prendido em alguma coisa. O desespero tomou conta de mim. Eu estava presa, a correnteza já estava na altura da minha boca, a rua estava completamente as escuras, não totalmente por causa dos faróis de um carro abandonado sendo empurrado pela corretenza na minha direção. A morte passou diante dos meus olhos e acenou para mim, a àgua atingiu meu nariz e o terror me fez debater e buscar forças além da minha imaginação. onsegui um ùltimo suspiro e tentei soltar minha perna, não iria conseguir, meu pulmão doeu, meus movimentos se tornaram lentos, a escuridão parecia fazer parte de mim.
Realmente existe uma luz, ela se ascendeu diante dos meus olhos, estava pronta para me deixar levar, quando senti que várias mãos me amparavam, desprendia meu pé e me erguiam para fora da àgua. Depois disso não vi mais nada. Acordei no hospital, os médicos não souberam explicar como cheguei até o hospital, nunca tentei encontrar meus salvadores, talvez eles nãop fossem reais. Descidi apenas agradescer a quem quer tenha salvo a minha vida, hoje dou muito mais valor a ela e a das outras pessoas. Viver! a melhor dadiva que temos.
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O temporal


Estava assustada, raios iluminavam a noite assustadoramente escura. Além do vento forte e da chuva que parecia rasgar o concreto dos predios, trovões urravam como lobos famintos me fazendo pensar que o fim do mundo se aproximava. Tentei olhar pela janela, mas fui jogada pela força do vento contra uma cadeira. Fiquei aproximadamente duas horas desacordada com o vento espalhando tudo em meu apartamento. Quando finalmente acordei senti a ponta do osso da minha custela que ragou minha carne, a dor estava lacitante, sabia que precisaria ir ao hospital.
Desci as escadas, lentamente até alcansar a porta que dava a garagem. A agua barrenta estava entrando pela soleira da porta, ao abrir a porta vi meu carro prensado entre dois, os carros foram arrastados criando uma torre. A dor aumentava e tinha a certeza que não conseguiria chegar ao médico, precisaria de resgate.
Liguei para emergência, me mandaram ter calma pois a cidadfe estava um verdadeiro caos, expliquei minha situação mas disseram que no momento nada poderiam fazer.
Eu precisava de um médico, então resolvi me arriscar, achei que se fosse para rua alguém me ajudaria, este foi meu grande erro.
Chegei na portaria do prédio e vi a correnteza, estava forte, mas me parecia que eu poderia enfrentará. Contrariando o Seu Renato, o porteiro do predio me arrisquei com agua até a cintura.
Andei aproximadamente 100 metros, quando de repende pisei em um burraco provavelmente causado pela chuva, neste momento perdi o equilibrio e fui arrastada pela água...
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