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quinta-feira, 29 de abril de 2010

23h18min, Regina navega pela internet como é de seu costume, sem se dar conta de que um estranho indesejado adentrou em seu apartamento. Este estranho a observa por entre a fresta da porta, provavelmente aguardando o melhor momento para atacá-la. Regina sente um arrepio correr por todo seu corpo, se afasta do monitor, levanta-se, deixando a vista sua calcinha de renda branca.
O possível tarado arregala os olhos e se afasta da porta no exato momento em que Regina se vira e caminha até o ponto onde há pouco o homem a observava. Ela deixa o escritório e anda até a cozinha onde tira do armário uma chaleira e coloca um pouco de água para ferver, abre uma lata e apanha um sache de chá de camomila.
Enquanto aguarda a fervura da água apanha uma revista para folhear.O homem observa as curvas sinuosas de Regina, deseja aquele corpo mais do que qualquer coisa e esta disposto a fazer tudo que for preciso para possuí-la. Sua cabeça ferve, os pensamentos se desencontram, não sabe se a agarra agora ou se espera até que ela resolva dormir. Ele esta impaciente teme que alguém chegue ao apartamento.

A chaleira apita, Regina pega sua caneca com o sache e coloca sobre a pia, retira a chaleira do fogo e neste exato momento observa o vulto do homem refletido no alumínio brilhante, ela consegue manter-se fria apesar do terror que agora corre em suas veias. Guiada pelo instinto de sobrevivência ela coloca mais água para ferver, abre a geladeira e apanha uma maçã, depois vai até uma gaveta, pega a maior faca que encontra e começa descascar a maça numa tentativa desesperada de ganhar tempo e melhor articular o que pretende fazer.

A água ferve e o barulho da chaleira parece arrebentar com o tímpano de Regina, ela coloca a água em um recipiente maior, planeja mentalmente todos os seus movimentos futuros. Em uma das moa ela segura firmemente a faca enquanto na outra segura um bule com a água visivelmente ainda fervendo, de súbito se vira e alcança a porta em questão de segundos, fazendo a abrir com um chute certeiro. Assim que a porta abre ela atira o liquido fumegante na cara do tarado, a pele da face do meliante se desprende do rosto deixando a carne a mostra. O grito de dor e dilacerante, ele fica ainda mais transtornado e acerta a cara de Regina com um soco que a faz voar por uns dois metros. Com o rosto sangrando ela tenta se arrastar para o escritório, sem força para gritar tenta fechar a porta, mas é surpreendida por uma força contraria que novamente a faz voar para trás, caindo encima de sua mesa de trabalho.

O homem de face horripilante anuncia que chegou sua hora, os olhos de Regina fitam os dele. Ela sabe que chegou ao fim da linha, talvez tenha forças para alcançar a faca que esta mais ou menos a um metro de distância.

Ela se lança contra a faca, mas sua trajetória é interrompida quando sente algo cortante penetrar-lhe as entranhas, a escuridão toma conta de seus olhos e a faz se entregar ao fim.

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