
Estava assustada, raios iluminavam a noite assustadoramente escura. Além do vento forte e da chuva que parecia rasgar o concreto dos predios, trovões urravam como lobos famintos me fazendo pensar que o fim do mundo se aproximava. Tentei olhar pela janela, mas fui jogada pela força do vento contra uma cadeira. Fiquei aproximadamente duas horas desacordada com o vento espalhando tudo em meu apartamento. Quando finalmente acordei senti a ponta do osso da minha custela que ragou minha carne, a dor estava lacitante, sabia que precisaria ir ao hospital.
Desci as escadas, lentamente até alcansar a porta que dava a garagem. A agua barrenta estava entrando pela soleira da porta, ao abrir a porta vi meu carro prensado entre dois, os carros foram arrastados criando uma torre. A dor aumentava e tinha a certeza que não conseguiria chegar ao médico, precisaria de resgate.
Liguei para emergência, me mandaram ter calma pois a cidadfe estava um verdadeiro caos, expliquei minha situação mas disseram que no momento nada poderiam fazer.
Eu precisava de um médico, então resolvi me arriscar, achei que se fosse para rua alguém me ajudaria, este foi meu grande erro.
Chegei na portaria do prédio e vi a correnteza, estava forte, mas me parecia que eu poderia enfrentará. Contrariando o Seu Renato, o porteiro do predio me arrisquei com agua até a cintura.
Andei aproximadamente 100 metros, quando de repende pisei em um burraco provavelmente causado pela chuva, neste momento perdi o equilibrio e fui arrastada pela água...







0 comentários:
Postar um comentário