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Home Office

23h18min, Regina navega pela internet como é de seu costume, sem se dar conta de que um estranho indesejado adentrou em seu apartamento. Este estranho a observa por entre a fresta da porta, provavelmente aguardando o melhor momento para atacá-la. Regina sente um arrepio correr por todo seu corpo, se afasta do monitor, levanta-se, deixando a vista sua calcinha de renda branca.
O possível tarado arregala os olhos e se afasta da porta no exato momento em que Regina se vira e caminha até o ponto onde há pouco o homem a observava. Ela deixa o escritório e anda até a cozinha onde tira do armário uma chaleira e coloca um pouco de água para ferver, abre uma lata e apanha um sache de chá de camomila.
Enquanto aguarda a fervura da água apanha uma revista para folhear.O homem observa as curvas sinuosas de Regina, deseja aquele corpo mais do que qualquer coisa e esta disposto a fazer tudo que for preciso para possuí-la. Sua cabeça ferve, os pensamentos se desencontram, não sabe se a agarra agora ou se espera até que ela resolva dormir. Ele esta impaciente teme que alguém chegue ao apartamento.

A chaleira apita, Regina pega sua caneca com o sache e coloca sobre a pia, retira a chaleira do fogo e neste exato momento observa o vulto do homem refletido no alumínio brilhante, ela consegue manter-se fria apesar do terror que agora corre em suas veias. Guiada pelo instinto de sobrevivência ela coloca mais água para ferver, abre a geladeira e apanha uma maçã, depois vai até uma gaveta, pega a maior faca que encontra e começa descascar a maça numa tentativa desesperada de ganhar tempo e melhor articular o que pretende fazer.

A água ferve e o barulho da chaleira parece arrebentar com o tímpano de Regina, ela coloca a água em um recipiente maior, planeja mentalmente todos os seus movimentos futuros. Em uma das moa ela segura firmemente a faca enquanto na outra segura um bule com a água visivelmente ainda fervendo, de súbito se vira e alcança a porta em questão de segundos, fazendo a abrir com um chute certeiro. Assim que a porta abre ela atira o liquido fumegante na cara do tarado, a pele da face do meliante se desprende do rosto deixando a carne a mostra. O grito de dor e dilacerante, ele fica ainda mais transtornado e acerta a cara de Regina com um soco que a faz voar por uns dois metros. Com o rosto sangrando ela tenta se arrastar para o escritório, sem força para gritar tenta fechar a porta, mas é surpreendida por uma força contraria que novamente a faz voar para trás, caindo encima de sua mesa de trabalho.

O homem de face horripilante anuncia que chegou sua hora, os olhos de Regina fitam os dele. Ela sabe que chegou ao fim da linha, talvez tenha forças para alcançar a faca que esta mais ou menos a um metro de distância.

Ela se lança contra a faca, mas sua trajetória é interrompida quando sente algo cortante penetrar-lhe as entranhas, a escuridão toma conta de seus olhos e a faz se entregar ao fim.

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Agir e Acreditar

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então o barqueiro disse ao viajante:

- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir. Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: agir e acreditar.
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Carta

Querida Amanda.

Está semana a saudade misturada com a dor da sua ausência me pegaram de jeito, fazendo com que eu fugisse algumas vezes durante o dia para um lugar reservado onde pudesse transformar toda essa ausência em lágrimas.
Não é mentira se te digo que durante essa semana minhas lágrimas tranquilamente encheriam um oceano.
Mas se isso ocorrece eu seria responsável pelo desaparecimento da metade da população do nosso planeta, tudo isso só por amar você.
Então que essas lágrimas encham apenas o oceano da minha saudade, espero que esse transbordamento traga algum alivio a minha dor, me dando forças para continuar batalhando para que num futuro próximo possamos viver o amor que tanto sonhamos.
Te amo demais e embora saiba que sou correspondido me sinto inseguro as vezes, não mensionarei os motivos pois sei que são pequenos e que não merecem o tempo que a tais dedico.

Com amor.

Roberto
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O temporal 2

Não conseguia manter minha cabeça por muito tempo fora da àgua, estava quase perdendo a consciência. De repente senti meu corpo bater em algo, apoiei minha mão e tentei ergue minha cabeça para respirar. O nível da àgua subia assustadoramente, o que antes parecia ser minha salvação se tornou meu pior pesadelo, aquele mar de barro estava subindo e acabei descobrindo da pior maneira que minha pwerna havia se prendido em alguma coisa. O desespero tomou conta de mim. Eu estava presa, a correnteza já estava na altura da minha boca, a rua estava completamente as escuras, não totalmente por causa dos faróis de um carro abandonado sendo empurrado pela corretenza na minha direção. A morte passou diante dos meus olhos e acenou para mim, a àgua atingiu meu nariz e o terror me fez debater e buscar forças além da minha imaginação. onsegui um ùltimo suspiro e tentei soltar minha perna, não iria conseguir, meu pulmão doeu, meus movimentos se tornaram lentos, a escuridão parecia fazer parte de mim.
Realmente existe uma luz, ela se ascendeu diante dos meus olhos, estava pronta para me deixar levar, quando senti que várias mãos me amparavam, desprendia meu pé e me erguiam para fora da àgua. Depois disso não vi mais nada. Acordei no hospital, os médicos não souberam explicar como cheguei até o hospital, nunca tentei encontrar meus salvadores, talvez eles nãop fossem reais. Descidi apenas agradescer a quem quer tenha salvo a minha vida, hoje dou muito mais valor a ela e a das outras pessoas. Viver! a melhor dadiva que temos.
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O temporal


Estava assustada, raios iluminavam a noite assustadoramente escura. Além do vento forte e da chuva que parecia rasgar o concreto dos predios, trovões urravam como lobos famintos me fazendo pensar que o fim do mundo se aproximava. Tentei olhar pela janela, mas fui jogada pela força do vento contra uma cadeira. Fiquei aproximadamente duas horas desacordada com o vento espalhando tudo em meu apartamento. Quando finalmente acordei senti a ponta do osso da minha custela que ragou minha carne, a dor estava lacitante, sabia que precisaria ir ao hospital.
Desci as escadas, lentamente até alcansar a porta que dava a garagem. A agua barrenta estava entrando pela soleira da porta, ao abrir a porta vi meu carro prensado entre dois, os carros foram arrastados criando uma torre. A dor aumentava e tinha a certeza que não conseguiria chegar ao médico, precisaria de resgate.
Liguei para emergência, me mandaram ter calma pois a cidadfe estava um verdadeiro caos, expliquei minha situação mas disseram que no momento nada poderiam fazer.
Eu precisava de um médico, então resolvi me arriscar, achei que se fosse para rua alguém me ajudaria, este foi meu grande erro.
Chegei na portaria do prédio e vi a correnteza, estava forte, mas me parecia que eu poderia enfrentará. Contrariando o Seu Renato, o porteiro do predio me arrisquei com agua até a cintura.
Andei aproximadamente 100 metros, quando de repende pisei em um burraco provavelmente causado pela chuva, neste momento perdi o equilibrio e fui arrastada pela água...
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